Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de março de 2024 · 2 min de leitura ·

A criogenia e a busca – quase impossível – pela imortalidade

A criogenia e a busca - quase impossível - pela imortalidade

As quase 8 horas de O Problema dos 3 Corpos, da Netflix, me deixaram pensativo. Todos aqueles conceitos de Física e as ideias de tecnologia avançada confirmaram algo que sempre tive para mim: somos realmente insetos em relação ao universo, à vida e à existência como um todo.

Nada contra os insetos – eles desempenham, aliás, um papel central em quase todos os ecossistemas que conhecemos. Mas eles são pequenos perante o mundo. A filosofia existe há poucos milhares de anos e tenta nos ajudar a entender – ou aceitar – nosso papel em tudo isso.

E uma das grandes questões da vida é justamente o fim dela. O homem, no geral, ou tenta entender a morte ou tenta superá-la. Em O Problema dos 3 Corpos, é oferecida a um personagem com câncer avançado a possibilidade de passar por uma criogenia, ou seja, um processo que “congelaria” o corpo para que fosse ressuscitado no futuro, apostando em uma cura para a doença. Bom, essa não é a história exata da série, mas não posso falar muita coisa para não dar spoilers.

Agora, voltando para a criogenia, ou criopreservação, ou bioestase. Será que ela realmente funciona na vida real? O Olhar Digital explica agora para você.

Em artigo, o biólogo Venki Ramakrishnan, vencedor do Prêmio Nobel de Química de 2009, destaca que a nossa espécie trabalha com conceitos de preservação do corpo humano há muito tempo. Os egípcios, por exemplo, mumificavam seus faraós para que retornassem depois – neste plano ou em outro.

A ideia da criogenia é muito parecida, mas com mais elementos de ciência e menos de religião. Se naquela época apenas os faraós tinham esse “direito”, agora a bioestase é um assunto para pessoas extremamente ricas.

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