Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de outubro de 2025 · 2 min de leitura ·

A ‘dança’ dos furacões: Imelda e Humberto giram lado a lado no Atlântico

A 'dança' dos furacões: Imelda e Humberto giram lado a lado no Atlântico

Dois furacões no Atlântico “dançam” num fenômeno raro da meteorologia. Chamado de efeito Fujiwhara, ele acontece quando dois ciclones tropicais ficam tão próximos que passam a interagir entre si, girando em torno de um ponto comum.

No momento, os protagonistas dessa dança são os furacões Imelda e Humberto. Eles espalham chuvas fortes, ventos intensos e ondas gigantes do Caribe até a costa leste dos Estados Unidos. Bermudas está sob alerta máximo para a chegada de Imelda, enquanto Humberto, que já chegou à categoria 5, continua a influenciar o movimento do sistema vizinho.

O fenômeno se chama efeito Fujiwhara por ter sido descrito pela primeira vez pelo meteorologista japonês Sakuhei Fujiwhara, em 1921.

Ele ocorre quando ciclones tropicais se aproximam a ponto de interagir, o que altera suas rotas e intensidades. Esse tipo de “dança” é incomum no Atlântico e desafia previsões – afinal, o movimento de um sistema pode puxar ou desviar o outro, mudando o rumo esperado das tempestades.

Com ventos que chegam a 140 km/h, Imelda está classificado como furacão de categoria 2 e segue em direção a Bermudas, onde autoridades fecharam escolas, repartições públicas e o aeroporto internacional em preparação para a tempestade.

A expectativa é de até seis horas seguidas de ventos com força de furacão, acompanhados de chuvas intensas e risco de apagões.

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