Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de setembro de 2022 · 2 min de leitura ·

A história da observação dos magníficos anéis de Saturno

A história da observação dos magníficos anéis de Saturno

Ah, os anéis de Saturno… quantos de nós já não se renderam aos encantos destas belas jóias do Sistema Solar? Quantos não foram fisgados para a Astronomia depois de observar, pelo telescópio, os anéis de Saturno? Pois é! Mas toda essa beleza e toda essa exuberância ficou escondida da humanidade por muito tempo. Há pouco mais de 400 anos, Saturno era apenas um pontinho de luz errante no céu.

A Astronomia guia a humanidade desde que os primeiros hominídeos desceram das árvores e precisaram migrar pelo planeta. Só que em grande parte da nossa existência, praticamos a Astronomia sem o auxílio de telescópios. 

Foi assim que Eratóstenes mediu a circunferência da Terra, que Aristarco calculou a distância até a Lua, e que Kepler postulou as leis do movimento planetário. Mas quando Galileu Galilei apontou sua luneta pro céu, ocorreu uma verdadeira revolução na Astronomia.

Em poucos anos de observação, Galileu descobriu as crateras da Lua, as manchas solares, as fases de Vênus, descobriu que aquela mancha leitosa da Via Láctea não era uma nebulosa, e sim uma nuvem formada por incontáveis estrelas distantes. Também descobriu as Luas de Júpiter, o que provava que a Terra não era o centro do Universo. Mas quando voltou seu telescópio para Saturno, se deparou com algo diferente de tudo, que nunca havia sido visto antes por nenhum ser humano. 

Hoje, com nossos poderosos telescópios e sondas espaciais, já descobrimos anéis em todos os planetas gigantes do sistema Solar e até mesmo em asteroides. Mas no início do Século XVII, aquilo era surpreendente e inexplicável. Devido à baixa qualidade ótica dos seus primeiros telescópios, Galileu nem mesmo conseguiu compreender o que estava observando.

Em suas primeiras observações, em 1610, ele acreditava que Saturno era um sistema triplo, composto de um corpo maior ao centro e dois menores, muito próximos aos lados.  Ele também descreveu aquilo como as “orelhas de Saturno”, e de fato parecem…

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