Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de outubro de 2025 · 2 min de leitura ·

A teoria das 16 personalidades (MBTI) tem respaldo científico? Entenda o fenômeno viral

A teoria das 16 personalidades (MBTI) tem respaldo científico? Entenda o fenômeno viral

Nos últimos anos, testes de personalidade ganharam enorme popularidade nas redes sociais. Entre eles, o MBTI (Myers-Briggs Type Indicator), conhecido como teoria das “16 personalidades”, é um dos mais compartilhados e comentados.

Plataformas de quiz online, vídeos no TikTok e discussões em fóruns ajudaram a impulsionar esse fenômeno, levando milhões de pessoas a se identificarem como “INFP”, “ENTJ”, “ISFJ” ou qualquer uma das 16 combinações possíveis.

Mas até que ponto essa classificação tem respaldo científico? É sobre isso que vamos falar neste artigo. Continue lendo para descobrir.

A resposta curta é: não tem. Embora divertido e instigante, o MBTI não tem reconhecimento pela psicologia acadêmica como um método válido para avaliar a personalidade.

O MBTI tem suas bases nas ideias do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, criador da Psicologia Analítica, que propôs distinções como introversão e extroversão, além de funções mentais como pensar, sentir, intuir e perceber. Embora Jung não tenha criado um teste padronizado, sua tipologia inspirou Katharine Cook Briggs e Isabel Briggs Myers, que, na década de 1940, desenvolveram o MBTI como uma ferramenta prática.

O instrumento ganhou força nos Estados Unidos e passou a ser aplicado em contextos de carreira, educação e até terapia. Ele divide as pessoas em quatro dicotomias principais:

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