Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 8 de novembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Acúmulo de ferro e radiação: como supernovas podem afetar a vida na Terra?

Acúmulo de ferro e radiação: como supernovas podem afetar a vida na Terra?

Uma grande curiosidade que acontece quando uma estrela explode em uma supernova não engloba apenas a massiva quantidade de energia que faz parte do processo, mas principalmente a criação de elementos pesados que encontramos na Terra, como o ferro.

No fundo do mar, há duas acumulações de isótopos de ferro (Fe60) que cientistas identificaram como provenientes de sedimentos que existem há um tempo considerável. A primeira, por exemplo, data de cerca de dois ou três milhões de anos; já a segunda, de cerca de cinco a seis milhões de anos atrás.

Vale dizer aqui também que os isótopos de ferro comuns encontrados e estáveis na Terra são os Fe-54, 57 e 58.

Além do ferro, a energia proveniente da explosão também libera radiação, que pode afetar a vida no planeta.

Em uma recente pesquisa enviada ao Astrophysical Journal Letters, os cientistas investigam a energia que atingiu a Terra vinda desse tipo de explosão e exploram de que forma essa radiação pode ter influenciado a vida por aqui.

Segundo os autores, a radiação cósmica e a radiação como conhecemos são diferentes. A radiação proveniente de usinas nucleares, por exemplo, se dissipa ao longo do tempo – por mais que demore bilhões de anos. Já a radiação cósmica permanece.

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