Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 29 de julho de 2024 · 2 min de leitura ·

Acúmulo de metano pode causar explosões de crateras na Sibéria

Acúmulo de metano pode causar explosões de crateras na Sibéria

Diversas crateras já foram localizadas na Sibéria. Os cientistas sabem que estas são áreas do permafrost que incham à medida que os fluidos, especialmente o metano, se acumulam abaixo da superfície. No entanto, uma nova descoberta pode ajudar a compreender melhor os fenômenos que acontecem na região.

Os cientistas ainda não sabem exatamente como o gás se acumula para formar os montes de gelo. No entanto, já descobriram que eles podem se explodir e foram enormes crateras no permafrost. A Yamal, que mede cerca de 20 metros de largura e 50 metros de profundidade, é um exemplo disso.

É possível que sistemas abertos possam criar a pressão necessária para uma explosão, mas isso exigiria taxas de fluxo de gás muito baixas para fora do sistema. Já os sistemas fechados são mais propensos a desencadear estas “erupções”, uma vez que têm muito mais pressão pressão.

Os pesquisadores afirmam que, com o aumento das temperaturas causado pelas mudanças climáticas, os dois sistemas podem apresentar um maior risco. Isso porque a superfície fica cada vez mais frágil com o aumento do processo de degelo. Em algum momento, o permafrost se torna tão fino que não consegue mais suportar a pressão de bolsões de gás abaixo, o que pode desencadear explosões.

Ainda segundo a equipe, o aumento destas erupções repentinas de gás representam um grave risco para as pessoas que vivem nas penínsulas de Yamal e Gydan, e também para infraestruturas existentes ali, como gasodutos. Outra grande preocupação é que cada vez mais metano acabe vazando para superfície, aumentando a temperatura do planeta.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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