
As autoridades americanas estão prestes a mudar a classificação da maconha, que passaria a ser considerada uma droga “menos nociva”. Fontes ouvidas por jornalistas dos Estados Unidos afirmaram que a alteração deve ocorrer nos próximos dias pela agência de combate às drogas do país, a chamada US Drug Enforcement Administration (DEA).
A DEA atualmente coloca a maconha como uma droga da chamada Lista 1, aquelas com alto potencial de vício, abuso e que não possui usos médicos. É a lista na qual estão inseridos o LSD e a heroína, por exemplo.
Se a informação se confirmar, a maconha passaria a fazer parte da Lista 3, composta por drogas que possuem “um potencial moderado a baixo de dependência física e psicológica”. Fazem parte desse grupo, segundo a agência, anabolizantes, testosterona e a cetamina (ou quetamina).
Caso a mudança se confirme, a DEA também passa a reconhecer que a maconha pode ter uso medicinal. Os especialistas já esperavam essa atualização. Isso por que, em agosto, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA já havia aconselhado a agência a fazer a alteração.
À época, a pasta destacou uma decisão da Food and Drug Administration (FDA), a Anvisa deles, que aprovou um medicamento à base de cannabis, a planta da maconha. O Epidiolex é usado para tratar formas raras e graves de epilepsia.
“Registros criminais por uso e posse de maconha impõem barreiras desnecessárias para que as pessoas tenham acesso a emprego, moradia e educação. As vidas de muitas pessoas foram viradas para baixo pela forma fracassada como abordamos a questão da maconha. Agora é a hora de nós corrigirmos isso”, afirmou Biden.
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