
A missão Proba-3, da Agência Espacial Europeia (ESA), pretende criar um “eclipse artificial” para cientistas estudarem a coroa solar. Essa missão promete capturar imagens e dados inéditos, que podem revolucionar o entendimento da atmosfera externa do sol.
Os pesquisadores usarão dois satélites pequenos, que voarão em formação precisa: um como oclusor e outro como coronógrafo. Eles se alinharão a 144 metros um do outro, de forma que imitarão as condições de um eclipse solar natural, conforme divulgado pela ESA.
A inovação dessa missão reside na sua autonomia. Os satélites serão capazes de se alinhar sem intervenção terrestre. Isso vai proporcionar uma observação mais eficiente e econômica. Além disso, o alinhamento ocorrerá por aproximadamente seis horas em cada órbita de 19,5 horas para otimizar a utilização de combustível e prolongar a vida útil da missão.
O Proba-3 permitirá aos cientistas observar a coroa solar por períodos prolongados, uma vantagem significativa em relação aos breves momentos de observação durante eclipses naturais. Isso facilitará o estudo de fenômenos solares menos intensos e mais fugazes.
Outra vantagem importante: a distância calculada entre os satélites ajudará a reduzir a difração da luz, um desafio recorrente em estudos coronográficos. Na prática, isso vai melhorar a qualidade dos dados coletados pela missão.
Após a aposentadoria do foguete europeu Ariane 5 e o adiamento do Vega C, a ESA escolheu lançar a missão Proba-3 da Índia. A missão, em desenvolvimento pela agência espacial há mais de uma década, tem lançamento previsto para setembro de 2023.
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