
Desde agosto, um problema em válvulas de combustível mantêm a espaçonave Starliner no chão, mas a Boeing e a Nasa parecem ter – finalmente – encontrado uma solução para ele.
Originalmente, a nave Starliner deveria ser lançada em 3 de agosto de 2021, em uma missão de teste de voo orbital – um passo extremamente importante para que qualquer transporte do tipo consiga o aval da Nasa para participar de missões rumo à Estação Espacial Internacional (ISS).
Entretanto, algumas horas antes do lançamento, 13 das 24 válvulas que convertem a energia do gás hélio pressurizado em movimento mecânico de rotação estavam travadas em posição semi aberta, o que impediu que a nave partisse.
Em termos mais leigos: algumas válvulas que deveriam estar fechadas, estavam abertas, e não voltavam à posição que deveriam. Depois de uma extensa investigação, a Nasa e a Boeing parecem ter encontrado o culpado: um processo de interação entre o oxidante usado na queima do combustível e a água (provavelmente, umidade vinda da atmosfera da Terra), que estavam se misturando e formando ácido nítrico, entre outros agentes corrosivos.
Na última terça-feira (19), durante uma coletiva de imprensa, representantes da agência e da empresa afirmaram terem identificado o que causava essa interação e uma forma de resolvê-la: “Nós ainda temos que finalizar esse procedimento conforme avançamos na parte técnica do voo e afins”, disse Michelle Parker, chefe de engenharia da Boeing, adicionando que uma das válvulas problemáticas foi, inclusive, removida e direcionada para testes mais detalhados.
“Esse procedimento”, no caso, envolve a instalação de aquecedores no sistema de válvulas para eliminar agentes corrosivos, adicionando materiais “dessicantes”, ou seja, que absorvem a umidade. Esse procedimento permitiu que 12 das 13 válvulas problemáticas funcionassem normalmente.
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