Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de março de 2024 · 2 min de leitura ·

Além de fracassadas, anãs marrons também são ruins de relacionamento

Além de fracassadas, anãs marrons também são ruins de relacionamento

As anãs marrons são conhecidas como estrelas fracassadas. Parece triste né? Pois saiba que os adjetivos negativos desse grupo podem não ter acabado. Uma nova pesquisa apontou que elas também fazem parte do grupo das estrelas solitárias. Mesmo que em algum momento elas tenham tido uma companheira, elas não conseguem manter uma relação duradoura.

Essas estrelas fracassadas se formam praticamente da mesma forma que as estrelas da sequência principal. No entanto, elas não são massivas o suficiente para realizar a fusão de átomos de hidrogênio em hélio. Acredita-se que frequentemente elas surjam em pares binários, mas poucas duplas de anãs marrons foram detectadas.

Agora em uma nova pesquisa publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, um grupo de cientistas talvez tenha descoberto o porquê disso acontecer.

A partir de observações do Telescópio Espacial Hubble, os pesquisadores descobriram que quanto mais velha seja a anã marrom, maiores as chances dela ser sozinha. Isso porque a força gravitacional que liga pares desses objetos é tão fraca, que os dois corpos separam-se centenas de milhões de anos depois. Acredita-se que a separação se dá provavelmente quando qualquer outra estrela mais forte gravitacionalmente passa pelo casal de estrelas fracassadas.

Isto sugere que tais sistemas não sobrevivem ao longo do tempo. Quando são jovens, fazem parte de uma nuvem molecular e, à medida que envelhecem, a nuvem dispersa-se. À medida que isso acontece, as coisas começam a se mover e as estrelas passam um pelo outro. Como as anãs marrons são tão leves, a força gravitacional que une pares binários largos é muito fraca, e contornar estrelas pode facilmente separar esses binários.

Um estudo anterior conduzido por Fontanive e colegas há vários anos também concentrou-se em observar esses objetos. A partir de dados do Hubble, a investigação estudou anãs marrons jovens e alguns sistemas binários foram encontrados. A hipótese era de que as estrelas fracassadas poderiam existir em pares, mas ao longo de sua vida elas teriam que lutar para ficarem ligadas gravitacionalmente por longos períodos.

Compartilhe