
Os oceanos estão mais quentes, resultado das mudanças climáticas e de fenômenos como o El Niño (que atua especificamente a porção equatorial do oceano Pacífico). Mas um novo estudo realizado a partir do monitoramento do Atlântico revela que as águas estão também mais ácidas.
Na estação de monitoramento, as temperaturas da superfície do oceano aumentaram cerca de 0,24°C a cada década desde 1980. Segundo os pesquisadores, as águas da região estão cerca de 1°C mais quentes agora do que há 40 anos. E nos últimos quatro anos, as temperaturas dos oceanos também aumentaram mais do que nas décadas anteriores.
Além de mais quentes, as amostras indicam que a água está mais salina na superfície, o que significa que mais sal é dissolvido. Assim como as temperaturas da superfície, essa salinidade aumentou desproporcionalmente nos últimos anos.
Suspeitamos que isso seja parte das tendências e mudanças mais amplas e recentes nas temperaturas dos oceanos e mudanças ambientais, como o aquecimento atmosférico e ter tido os anos mais quentes globalmente.
Ao mesmo tempo, os dados indicaram que, nos últimos 40 anos, a quantidade de oxigênio disponível para organismos aquáticos vivos diminuiu 6%. Os valores de acidez também mudaram: o oceano está agora 30% mais ácido do que era na década de 1980, resultando em concentrações mais baixas de íons de carbono. Isso pode significar impactos para a vida marinha.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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