
Pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte realizaram um estudo que foi publicado no Journal of Allergy and Clinical Immunology: Global, e constatou que a barata alemã, que carrega uma grande quantidade de bactérias no intestino, pode liberar substâncias nocivas chamadas endotoxinas em suas fezes, além de alérgenos, o que eleva o risco de asma e reações alérgicas para as pessoas que vivem no ambiente afetado.
Os especialistas descobriram que quanto mais baratas houver em uma residência, maior será o nível de alérgenos e endotoxinas no local. Foi notado que a partir do momento em que é feito um controle de pragas, reduzindo a quantidade do inseto no ambiente, os níveis dessas substâncias nocivas também caem.
O estudo foi feito em casas localizadas em conjuntos habitacionais de baixa renda na Carolina do Norte. Muitas delas tinham infestação de baratas e outras não. Assim, os pesquisadores fizeram comparações entre o tamanho estimado da infestação de baratas com níveis de alérgenos e endotoxinas nos lares infestados.
As residências que estavam infestadas tinham níveis altos de endotoxinas, mas um detalhe chamou a atenção: as fêmeas tinham aproximadamente 2.900 unidades de endotoxina por miligrama, um número superior ao dobro dos níveis presentes nas fezes dos machos, que têm 1.400.
Cada fêmea, em média, liberava aproximadamente 5.000 unidades de endotoxina diariamente nas fezes. Já o macho soltava aproximadamente 750 por dia. Isso se deve ao maior consumo de alimentos por parte das fêmeas. Esse detalhe também está ligado ao fato de as baratas estarem mais presentes na cozinha, que é justamente o local onde há mais comida.
No estudo, os pesquisadores também dividiram em dois grupos as casas infestadas por baratas. Um deles passou pelo controle de pragas, já o outro não. Casas sem baratas também foram incluídas.
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