
Como já é conhecido (e aguardado) por muitas pessoas, a Nasa está se preparando para enviar humanos a Marte em algum momento da próxima década. Com duração estimada de três anos, a missão irá expor os astronautas a um longo período de microgravidade, o que fará com que percam massa óssea.
Um estudo recente, apresentado nesta terça-feira (22) na Conferência de Primavera da American Chemical Society (ACS), relata uma alface transgênica que produz um hormônio estimulante dos ossos. Segundo os cientistas responsáveis pelo projeto, algum dia, os astronautas poderiam cultivar a alface no espaço e ajudar a se proteger contra a perda óssea – simplesmente comendo uma grande tigela de salada.
“Além disso, a alface pode ajudar a evitar a osteoporose em áreas com recursos limitados aqui na Terra”, dizem os pesquisadores.
Estudos anteriores sobre astronautas em missões espaciais estendidas mostraram que eles perdem, em média, mais de 1% da massa óssea por mês que passam no espaço, uma condição conhecida como osteopenia. “Neste momento, os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) têm certos regimes de exercícios para tentar manter a massa óssea”, explicou Kevin Yates, estudante de pós-graduação que apresentou o trabalho na reunião. “Mas eles normalmente não ficam na Estação Espacial Internacional por mais de 6 meses”.
No caso de uma viagem a Marte, as coisas são diferentes. Leva cerca de 10 meses apenas para chegar ao planeta, onde os astronautas permaneceriam por cerca de um ano para investigações científicas antes de fazer o percurso de volta à Terra.
Segundo os especialistas, a missão de tão longa duração pode deixar os astronautas vulneráveis à osteopenia e, mais tarde, à osteoporose. Um medicamento contendo um fragmento peptídico do hormônio da paratireoide humano (PTH) estimula a formação óssea e pode ajudar a restaurar a massa óssea na microgravidade, mas requer injeções diárias, e transportar grandes quantidades de medicamentos e seringas e administrá-los durante missões espaciais é impraticável.
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