
De acordo com dados divulgados pelo governo federal, o desmatamento da floresta amazônica bateu um novo recorde em outubro, em comparação com todas as medições anuais referentes a esse mês. A informação foi divulgada na última sexta-feira (12), poucos dias depois que o presidente Jair Bolsonaro anunciou metas ambientais ambiciosas na COP26 – a conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas.
Uma área de 877 km², o que corresponde a mais da metade do tamanho da cidade do Rio de Janeiro, foi desmatada – a maior já registrada para o mês de outubro desde que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) começou a documentar o desmatamento da floresta amazônica, em 2016.
Em relação ao mesmo período de 2020, o aumento de área foi de 5%. Atribuído principalmente à mineração ilegal e à atividade agrícola, o desmatamento da Amazônia disparou no ano passado e está a caminho de atingir níveis semelhantes em 2021.
Até agora, já passam de 7,88 mil km² de floresta desmatada, e ainda temos dois meses ainda pela frente.
O Brasil foi um dos signatários de uma promessa internacional feita na cúpula da COP26, em Glasgow, na Escócia, para acabar com o desmatamento até 2030.
Bolsonaro foi mais longe: prometeu eliminar o desmatamento ilegal no Brasil – lar de 60% da Amazônia – até 2028, antecipando a meta anterior em dois anos.
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