Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de setembro de 2024 · 2 min de leitura ·

América do Sul está ficando mais quente, seca e inflamável, alerta estudo

América do Sul está ficando mais quente, seca e inflamável, alerta estudo

A quantidade recorde de incêndios florestais neste ano no Brasil e em outros países da América do Sul não é um mero acaso. Um estudo recém-publicado aponta que as mudanças climáticas estão tornando a região mais quente, seca e inflamável. 

Os cientistas ainda verificaram que, quando comparados os períodos entre os anos 1971-2000 e 2001-2022, o número de dias quentes aumentou em cerca de 60 dias por ano na Amazônia e na região da Bacia de Maracaibo.

Já no Pantanal, embora o aumento de dias quentes não tenha sido tão significativo, houve maiores aumentos no número de dias secos por ano em toda a América do Sul. Além disso, durante o mesmo período, foi observado que as precipitações anuais na região, assim como em Maracaibo, caíram cerca de 100 mm e 200 mm, respectivamente.

No estudo, os pesquisadores destacaram que a quantidade de chuva nessas áreas ainda é alta (mais de 1000 mm por ano). No entanto, as condições secas aumentaram em mais de 50 dias por ano nessas duas regiões.

No Pantanal, por exemplo, as alterações climáticas aumentaram em cerca de 40% o número de incêndios florestais observados em junho. Além disso, a crise climática elevou em até 20 vezes a chance de condições meteorológicas que contribuíram para a intensificação dos incêndios na Amazônia Ocidental entre março de 2023 e fevereiro de 2024.

Desde agosto, somente no Amazonas, todos os 62 municípios do estado estão em emergência ambiental devido à estiagem severa e o aumento de focos de incêndio na região. Segundo a Defesa Civil do estado, 330 mil pessoas já sofrem com os impactos da seca que atinge o estado e isola comunidades no interior.

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