
Um artigo publicado quarta-feira (26) na revista Meteoritics & Planetary Science descreve uma descoberta surpreendente sobre o asteroide Bennu: ele pode ser parte de um antigo mundo oceânico já extinto.
Essa conclusão vem de análises feitas em fragmentos das amostras coletadas na rocha espacial pela missão OSIRIS-REx, da NASA.
Desde a chegada das amostras, cientistas em todo o mundo estão ansiosos para examiná-las. Eles esperam encontrar informações valiosas sobre a composição molecular de Bennu, que podem fornecer pistas sobre a história do Sistema Solar e a origem da vida na Terra.
Formado na mesma época que nosso sistema planetário, Bennu pode conter moléculas prebióticas e até mesmo água, que poderiam ter contribuído para a habitabilidade do nosso mundo.
As análises iniciais já trouxeram resultados promissores. A equipe liderada por Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona, já identificou evidências de carbono e água nas amostras. No entanto, a descoberta mais surpreendente foi a presença de fosfato de magnésio-sódio, um composto não detectado anteriormente nos dados de sensoriamento remoto da sonda.
“O fosfato de magnésio-sódio em Bennu sugere que o asteroide pode ter se separado de um mundo oceânico primitivo e há muito desaparecido”, explicou Lauretta em um comunicado da NASA. A presença deste composto indica que Bennu pode ter tido um passado aquoso, levantando a hipótese de que ele fez parte de um corpo celeste mais úmido.
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