
O antigo supervulcão McDermitt, que fica na fronteira entre Nevada e Oregon, nos Estados Unidos, pode contar com o maior depósito de lítio do mundo. Segundo um estudo publicado na revista Science Advances, o local abrigaria de 20 a 40 milhões de toneladas métricas do recurso, mais do que o dobro da concentração do mineral existente em qualquer outro lugar da Terra.
Quando o antigo supervulcão entrou em erupção, há cerca de 16 milhões de anos, o magma líquido quente jorrou pelas rachaduras e fissuras do solo e enriqueceu o solo argiloso com lítio, de acordo com especialistas da Lithium Nevada, da Universidade de Oregon e do instituto de pesquisa neozelandês GNS Science.
A maior parte da argila da caldeira é chamada de esmectita de magnésio, que é uma fonte conhecida de lítio em outras partes do mundo. Mas na borda mais ao sul da caldeira, os pesquisadores encontraram um tipo incomum de argila, chamada ilita, que é especialmente concentrada com lítio.
Esse grande ponto de mineração, argumenta a equipe, é provavelmente o resultado de outro ressurgimento de magma depois que o antigo lago da caldeira secou. A reação química que se seguiu a este evento teria substituído a esmectita de lítio no sedimento do lago por um leito de argila de lítio-ilita ainda mais rico.
Isso pode mudar a dinâmica do lítio globalmente, em termos de preço, segurança de suprimento e geopolítica.
A exploração do local, no entanto, levanta algumas preocupações. A principal delas em relação aos níveis de água subterrânea.
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