Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de novembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Apocalipse nuclear? “Relógio do Juízo Final” faz alerta

Apocalipse nuclear? "Relógio do Juízo Final" faz alerta

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia levantou uma série de questionamentos e acentuou tensões entre alguns países. Muitos temem a eclosão de uma possível guerra nuclear, que pode destruir o planeta como é conhecido hoje e alterar profundamente as dinâmicas existentes.

Com isso em vista, uma organização publicou um guia que detalha as consequências potencialmente catastróficas de uma guerra nuclear global. O Relógio do Juízo Final foi criado para alertar o público sobre o quão perto a humanidade está do seu fim, causado por “tecnologias perigosas de sua própria criação”, como armas nucleares e as mudanças climáticas.

Criado em 1947, o relógio é mantido pelo Boletim da revista Atomic Scientists, e já foi reiniciado 24 vezes. O conselho responsável pela atualização do “horário” declarou que a Ucrânia era um ponto de inflamação potencial em um “cenário de segurança internacional cada vez mais tenso”. Quando a Rússia invadiu o país no final de fevereiro, o conselho condenou suas ações.

Em outubro, a revista publicou um artigo intitulado “Nenhum lugar para esconder: Como uma guerra nuclear mataria você e quase todo mundo” (tradução livre), de autoria de François Diaz-Maurin, editor associado da revista para assuntos nucleares. Todos estão preocupados com os rumos do conflito entre Rússia e Ucrânia, principalmente com o que esse exemplo pode incitar.

“Como uma revista que cobre esses riscos desde praticamente quando as armas nucleares foram criadas, tínhamos a responsabilidade de fazer algo. Este artigo é um alerta do Boletim”, declarou Diaz-Maurin. Apesar de não conseguir garantir que Putin e seus aliados tenham lido o editorial, Diaz-Maurin alega que “a peça estava sendo lida em Moscou nos primeiros minutos após a publicação”.

A intenção do artigo era, ao detalhar as graves consequências de uma guerra nuclear, tentar minimizar uma possível ameaça. O autor acredita que quem está mais bem informado sobre as consequências do uso de armas nucleares, dificilmente opta por seguir esse caminho. “Não há uso pequeno ou aceitável de uma arma nuclear. Qualquer uso colocaria o mundo em território desconhecido”, assegura o editor.

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