
Enquanto quase todas as tumbas dos faraós do Egito Antigo foram completamente saqueadas, a de Tutancâmon foi descoberta praticamente intacta em 1922. Com milhares de itens catalogados ao longo dos anos, alguns deles acabaram nas mãos do arqueólogo britânico Howard Carter, responsável pela descoberta histórica. Agora, um desses objetos pode ter aparecido em um lugar inusitado: uma casa de leilões.
Dizer que os itens “acabaram nas mãos” de Carter talvez seja uma forma “suave” de afirmar que o arqueólogo roubou objetos da tumba do Rei Tut. Há anos, egiptólogos tentam localizar e catalogar esses itens supostamente roubados, e o objeto em leilão é alvo de disputa há tempos.
Atualização: o gafanhoto foi vendido no leilão por £340,000 (R$ 2,545 milhões em conversão direta). O comprador não foi revelado.
Chamado de Gafanhoto de Guennol, o artefato será leiloado neste domingo (27) pela Apollo Art Auctions, uma pequena casa de leilões em Londres. O objeto, esculpido em marfim com detalhes intrincados, possui um orifício para armazenar perfume e está avaliado em US$ 675 mil (cerca de R$ 3,3 milhões).
O leilão está marcado para este domingo (27), mas poucos detalhes foram divulgados.
Segundo o The New York Times, a Apollo Art Auctions afirma que não há “nenhuma evidência documentada” de que o vaso tenha vindo da tumba do faraó. “O item não consta em nenhum inventário oficial da escavação”, diz a casa em comunicado.
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