
Nesta sexta-feira (25), a missão Artemis 1, da NASA, vai alcançar mais um marco importante. A cápsula Orion vai usar o Módulo de Serviço Europeu, projetado e implantado pela Agência Espacial Europeia (ESA), para realizar uma manobra que utilizará a gravidade da Lua para entrar na chamada “órbita retrógrada distante” (DRO).
Esse momento será transmitido ao vivo pela NASA TV (no canal oficial no YouTube, pelo aplicativo e pelo site da agência), a partir das 18h30 (pelo horário de Brasília).
Em DRO, “retrógrada” se refere ao fato de que a cápsula vai girar em torno da Lua no sentido oposto ao que o astro orbita a Terra. E “distante” significa, na prática, que Orion alcançará 64 mil km além do nosso satélite natural, o que representa o ponto mais longe no espaço profundo que uma espaçonave de tripulação já esteve até hoje.
Como a distância entre a Lua e a Terra é de 384.400 km (em média, já que ela eventualmente se aproxima e se distancia no decorrer de sua órbita), a espaçonave chegará a cerca de 448.400 km do nosso planeta.
De acordo com o site Space.com, a marca atual, de 400.171 km, é da missão Apollo 13, que, na verdade, nem deveria viajar tão longe. A espaçonave deu uma volta ao redor da Lua em vez de pousar na superfície depois que um tanque de oxigênio no módulo de serviço falhou.
Depois de cerca de cinco dias na DRO, Orion vai retornar para o ponto mais próximo da Lua, a 100 km de altitude, de onde é possível observar as características distintas da superfície lunar, incluindo suas crateras de impacto. Então, ela usará esse sobrevoo próximo para usar a força gravitacional da Lua para acelerar de volta à Terra.
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