
Os incêndios florestais são devastadores para a vegetação, trazendo sérios prejuízos para biodiversidade e até para a saúde humana. Mas as próprias árvores têm um mecanismo para reduzir os danos provocados pelas chamas e pela fumaça. Segundo pesquisadores da Universidade do Estado do Colorado, nos Estados Unidos, elas são capazes de “prender” a respiração.
Os pesquisadores não sabem exatamente como as árvores conseguem fechar os estômatos e “parar de respirar” durante incêndios florestais. Uma das hipóteses é que as próprias partículas de fumaça poderiam obstruir a troca de gases.
Outra possibilidade é que a estratégia de defesa seja um sinal físico em resposta à ameaça. Apesar de serem factíveis, maiores estudos ainda são necessários para compreender as consequências das queimadas, incluindo a necessidade de testes com outras espécies de árvores.
Os cientistas alertam que as mudanças climáticas estão deixando incêndios florestais de grandes proporções cada vez mais comuns. Por isso, as descobertas são consideradas muito importantes para desenvolver novas estratégias de conservação das florestas mundiais. O estudo foi publicado na revista Geophysical Research Letters.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
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