
Não há dúvidas que, assim que o Telescópio Espacial James Webb entrar em operação, será o principal e mais avançado instrumento científico fora da Terra construído pelo homem. Mas o que pouca gente sabe é que as novas tecnologias desenvolvidas para sua construção já estão rendendo frutos.
Ao projetar o Webb, os engenheiros tiveram que imaginar um telescópio diferente de qualquer um que já foi construído antes. Por isso, grande parte da sua tecnologia teve que ser concebida, projetada e construída praticamente do zero. E algumas dessas inovações já estão sendo usadas para beneficiar a humanidade, tanto na exploração espacial, como em muitas outras áreas.
Um exemplo é a tecnologia conhecida como ASICs, desenvolvida para o James Webb, mas que ajudou no reparo do Telescópio Espacial Hubble. Os ASICs, ou Circuitos Integrados de Aplicação Específica, permitem que toda uma unidade eletrônica seja condensada em um pequeno pacote. Em 2009, a NASA implantou ASICs para reparar a câmera do Hubble, que até hoje nos fornece visões fantásticas do Universo.
Outra tecnologia do Web implantada no Hubble foi o sensor HAWAII-2RG. Todo telescópio que trabalha com longas exposições precisa de um sistema de guiagem, que monitora, em tempo real, uma estrela de referência e aciona pequenas correções no apontamento caso note que ele está saindo do lugar. Esse monitoramento exige uma câmera de alta sensibilidade, capaz de captar a luz de estrelas tênues em poucos milésimos de segundo.
Atualmente, o Hubble e várias outras missões da NASA utilizam o sensor HAWAII-2RG, desenvolvido para o James Webb, na câmera de guiagem dos seus telescópios. Além de extremamente sensível, o sensor opera tanto na luz visível quanto na infravermelha, e tem uma resolução de 4 Megapixels, o que é muito bom para uma câmera de guiagem.
O backplane do James Webb é a estrutura que sustenta os espelhos do telescópio e suporta as 2,4 toneladas entre óptica e instrumentos. É a espinha dorsal do Webb, que tem que ser leve e firme, para permanecer completamente imóvel enquanto os espelhos se movem para observar o espaço profundo. Ao mesmo tempo, deve ser resistente para suportar as enormes forças e vibrações durante seu lançamento.
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