
O planeta Terra é formado, basicamente, por três camadas: a crosta, o manto terrestre e o núcleo. O manto, formado por diversas rochas e minerais, corresponde à segunda camada da Terra – portanto, entre a crosta e o núcleo.
O manto terrestre é dividido em duas partes. A parte mais próxima do núcleo é o mano inferior – em que as rochas e minerais se apresentam em estado líquido, por conta da alta temperatura. O manto superior, por sua vez, fica mais próximo da crosta, e é onde fica a astenosfera.
A astenosfera é uma camada semifluida e pastosa que se estende de cerca de 100 km a cerca de 410 km abaixo da superfície da Terra. Seu nome deriva da palavra grega asthenia, que significa falta de força e energia – porque sua força é muito menor do que a da litosfera, a camada sobrejacente.
De modo geral, a astenosfera é muito mais quente e fluida do que a litosfera, e sua característica viscosa desempenha um papel crucial na movimentação tectônica das placas. Ou seja, a astenosfera facilita o deslocamento e a interação das placas litosféricas da Terra, pois sua natureza parcialmente fluida permite o movimento das placas tectônicas acima dela.
As temperaturas na astenosfera aumentam de acordo com o contato com os materiais quentes que compõem a mesosfera, camada subjacente, mas a temperatura da mesosfera não é constante. Ou seja, ela é mais quente em alguns lugares do que em outros.
Nas regiões onde a mesosfera é mais quente do que a média, o calor extra pode aumentar o grau de aquecimento da astenosfera, causando derretimento local. Esse derretimento é o que torna essa camada mais maleável.
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