Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de novembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Astronauta da ESA diz que a Terra “é frágil” e teme avanço de desastres naturais

Astronauta da ESA diz que a Terra “é frágil” e teme avanço de desastres naturais

Thomas Pesquet, astronauta da agência espacial europeia (ESA), está vivendo na Estação Espacial Internacional (ISS) desde abril de 2021. Isso significa que, lá de cima – a 408 km de altura – ele testemunhou vários dos desastres naturais ocorridos na Terra. Não por menos, o astronauta da ESA disse temer pelo futuro climático da Terra, o qual considera “frágil”.

Pesquet conversou com a AFP no dia 31 de outubro, durante a abertura do comitê climático apresentado pela ONU (COP26), compartilhando seus temores e esperanças: “ver o planeta da janela de sua nave faz você pensar. Você só precisa vê-lo uma vez: pode passar dois dias só absorvendo a distância, vendo a fragilidade da atmosfera, aquela bolha fina de e redonda que permite que a vida seja possível no vácuo do espaço, aquele oásis incrível — isso muda a sua vida”.

Ele, que é um embaixador da ONU para a Alimentação e Agricultura, confessou que, à medida em que você vê as mudanças do planeta ocorrendo diante dos seus olhos, não pode evitar de sentir preocupação:

“As imensas tempestades, os incêndios florestais. Eu nunca vi nada parecido – fogos imensos com plumas de fumaça visíveis do espaço por vários e vários dias”, ele disse, quando questionado sobre algumas coisas que viu lá de cima.

“Foi chocante pensar na energia que tudo isso emitiu e o dano causado para as pessoas que tiveram a má sorte de estarem nos caminhos disso tudo”, ele continuou. “Nós nunca tínhamos visto tantas tempestades tropicais — você podia praticamente ver os olhos dos furacões. Eles são paredes de nuvens com poderes fenomenais, ocorrendo com mais e mais frequência e causando mais e mais destruição”.

Um dos episódios mais notáveis de 2021 foi a chegada do Furacão Ida, que devastou Nova Orleans, nos EUA, após surgir no meio do Atlântico e entrar no país pelo litoral da Flórida: deixando um total de 95 mortos, o furacão de classe 4 foi o segundo mais mortal da história do país, perdendo apenas para o Furacão Katrina, em 2005.

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