
Um experimento apoiado pela Agência Espacial Europeia (ESA) pode ser o primeiro passo para a concretização dalgo até então inimaginável: o preparo de frituras em microgravidade. Ou seja, se tudo der certo, astronautas em missões de longa duração, como as futuras viagens a Marte, poderão até se deliciar com o líder isolado dos chamados “alimentos de conforto” – a batata frita.
E foi justamente ela a protagonista de um estudo publicado recentemente na revista Food Research International, por pesquisadores da Universidade de Thessaloniki, na Grécia, que descreve o experimento.
Para entender os efeitos da redução da gravidade em técnicas de cozimento como frituras, os cientistas desenvolveram um dispositivo do tipo carrossel, de funcionamento automático, projetado para operar com segurança nessas condições.
Os testes foram conduzidos em dois voos parabólicos da ESA, que é a mais eficaz (e, praticamente, a única) forma de simular um ambiente de microgravidade. O que permite esse efeito são, precisamente, as parábolas (arcos repetitivos) que a aeronave executa.
🍳 What a better way to start your Sunday than with a fry-up? But have you ever tried frying in zero-g? As we prepare for missions to the #Moon and on to Mars, you will be happy to hear that one staple comfort food, fries, is not out of reach 🍟🔗 https://t.co/h55cTMO36w pic.twitter.com/ukK4NWXTzT
O processo de fritura foi gravado com uma câmera de alta velocidade e alta resolução para capturar a dinâmica das bolhas (como taxa de crescimento, tamanho e distribuição), além da velocidade de escape da batata, a velocidade das bolhas e a direção de deslocamento no óleo. Também foram aferidas as temperaturas do óleo fervente e do interior da batata.
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