
Na noite de 8 de dezembro, um astrônomo no Japão capturou o momento exato em que um objeto colidiu com a superfície da Lua, gerando um clarão visível. A principal suspeita é que o impacto tenha sido causado por um fragmento do asteroide responsável pela chuva de meteoros Geminídeas, que ocorre anualmente entre os dias 4 e 17 de dezembro.
Diferentemente de outras chuvas de meteoros, que são geradas por resíduos de cometas, a Geminídeas é formada por detritos do asteroide 3200 Faetonte. Medindo cerca de 5,8 km de largura, esse asteroide “imita” o comportamento de um cometa. Quando se aproxima do Sol, ele aquece e libera sódio, o que o faz brilhar mais intensamente, como ocorre com cometas que lançam gases e poeira sob altas temperaturas.
Faetonte foi descoberto em 1983 e logo teve sua órbita associada à chuva de meteoros Geminídeas. “A trajetória dos meteoros coincidiu com a órbita de Faetonte, confirmando que ele era a fonte”, explicou Serena Whitfield em um blog da NASA.
Conforme noticiado pelo Olhar Digital, o pico de atividade da chuva de meteoros Geminídeas foi na madrugada de sábado (14), quando puderam ser observados até 50 rastros de luz por hora no Brasil, dependendo da localidade e das condições do céu.
Apesar de haver indícios de que grupos de meteoroides possam conter objetos maiores e potencialmente perigosos, a maioria deles acaba se desintegrando ao entrar em nossa atmosfera. Esse processo, que resulta em um rastro luminoso visível, é o que chamamos de “meteoro”. E como a Lua não tem atmosfera, os objetos colidem diretamente com sua superfície, causando impactos visíveis.
O astrônomo Daichi Fujii, curador do Museu da Cidade de Hiratsuka, no Japão, registrou o impacto com câmeras de alta velocidade. “Meteoros e bolas de fogo aparecem todos os dias, mas os flashes lunares têm ocorrido com mais frequência”, relatou Fujii no X (antigo Twitter).
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