Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de fevereiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Astrônomos brasileiros batizam asteroides com nomes do folclore

Astrônomos brasileiros batizam asteroides com nomes do folclore

Um grupo de astrônomos amadores de Minas Gerais conseguiu a notável façanha de batizar um asteroide, cujo nome escolhido foi Curupira e passou pelo crivo de um grupo de trabalho da renomada União Astronômica Internacional (IAU, da sigla em inglês).

É importante ressaltar que a descoberta do asteroide Curupira ocorreu em 2016, quando os astrônomos amadores do observatório Sonear, situado em Oliveira (MG), identificaram o corpo celeste. Esse observatório astronômico em Minas Gerais é o único do tipo no Hemisfério Sul e se destaca por contar com astrônomos amadores altamente dedicados, destaca a Band.

O grupo, liderado por Cristóvão Jacques, coordenador do Sonear, foi responsável por identificar e mapear esse e outro asteroide também batizado por eles: o Saci (leia mais sobre ele abaixo). Apesar do veto ao nome Mula-sem-cabeça, Jacques planeja submeter o nome Caipora como alternativa para o asteroide, informa a Folha de S.Paulo.

A IAU tem regra para o batismo de asteroides próximos à Terra: eles devem receber nomes relacionados ao folclore do país onde foram descobertos. Portanto, os nomes Saci, Curupira e Caipora foram escolhidos para representar a cultura brasileira pelos astrônomos.

Apesar da liberação dos nomes para os asteroides, a IAU fez questão de deixar claro que eles não representam qualquer perigo de colisão com a Terra. Saci, o primeiro asteroide, fará sua maior aproximação em 2085, seguido por Curupira em 2042 e Caipora em 2130.

Em uma enquete popular, o nome Mula-sem-cabeça foi o favorito como opção de batismo para um dos asteroides descobertos. No entanto, a IAU decidiu rejeitar este nome devido à sua origem na lenda brasileira. Jacques, agora, irá propor o nome Caipora como alternativa para o asteroide.

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