Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Astrônomos descobrem fenômeno espacial que não deveria existir

Astrônomos descobrem fenômeno espacial que não deveria existir

Quando o ciclo de vida de uma estrela chega ao fim, ela explode e dá origem a uma supernova. Já o núcleo delas dá origem às estrelas de nêutrons, fenômenos que emitem feixes de rádio extremamente rápidos e curtos diretamente de seus polos magnéticos. No entanto, astrônomos encontraram algo que não deveria existir: emissões que duram mais de 6 horas.

A pesquisa foi publicada na revista Nature Astronomy e expande os limites do que sabíamos sobre as estrelas de nêutrons.

Primeiro, vamos entender o funcionamento das estrelas de nêutrons. Como explicamos, quando uma estrela “morre”, explode em uma supernova. Já os núcleos densos deixados para trás viram as estrelas de nêutrons, que emitem feixes de rádio poderosos dos polos magnéticos.

Conforme as estrelas de nêutrons giram, os raios passam pela Terra e produzem pulsos de ondas de rádio periodicamente, levando ao apelido de “farol cósmico” e o nome pulsar. O Olhar Digital já explicou o que são os pulsares (você pode conferir aqui), mas, resumindo, são estrelas de nêutrons que possuem uma rotação elevada. Para se ter uma ideia, essa rotação é tão rápida que acontece em apenas alguns segundos (ou até menos).

No entanto, nos últimos anos, pesquisadores têm encontrado alguns fenômenos que desafiam isso. Segundo o ScienceAlert, eles identificaram objetos misteriosos que funcionam da mesma forma que os pulsares, mas em intervalos muito lentos.

Um desses objetos misteriosos foi tema da pesquisa publicada na Nature. De acordo com a equipe de pesquisadores, em um artigo no site The Conversation, o farol cósmico encontrado é o mais lento até agora, girando uma única vez a cada 6 horas e meia.

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