Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de junho de 2026 · 2 min de leitura ·

Astrônomos descobrem ‘mundo perdido’ de fusões de buracos negros

Astrônomos descobrem 'mundo perdido' de fusões de buracos negros

Astrônomos identificaram uma quantidade recorde de colisões entre buracos negros, revelando um cenário até então oculto da evolução desses objetos extremos. A descoberta foi possível graças à análise de ondas gravitacionais, sinais produzidos por alguns dos eventos mais violentos do Universo. 

Os novos dados indicam que essas fusões são mais frequentes e complexas do que os cientistas imaginavam.

A pesquisa reuniu 161 novos sinais detectados entre abril de 2024 e janeiro de 2025 pelos observatórios LIGO, Virgo e KAGRA. As informações fazem parte da mais recente atualização do Catálogo de Transientes de Ondas Gravitacionais (GWTC-5), que elevou para 390 o número total de fusões de buracos negros registradas até hoje.

O grande volume de eventos está permitindo aos pesquisadores estudar populações inteiras de buracos negros em vez de analisar apenas colisões isoladas. Com isso, torna-se possível identificar padrões que ajudam a explicar como esses objetos surgem, crescem e se distribuem pelo Universo.

As ondas gravitacionais foram previstas em 1915 por Albert Einstein. Segundo a relatividade geral, corpos com grande massa deformam o espaço-tempo ao seu redor. Quando objetos extremamente massivos aceleram ou colidem, produzem ondulações que se propagam pelo Universo na velocidade da luz.

Embora teorizadas há mais de um século, essas ondas só foram detectadas pela primeira vez em 2015, quando o observatório LIGO registrou o sinal de uma fusão entre dois buracos negros. A descoberta inaugurou uma nova forma de observar o cosmos, baseada não na luz emitida pelos objetos, mas nas vibrações do próprio espaço-tempo.

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