Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de setembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Astrônomos descobrem sinais de “super-supernovas” que destruíram as primeiras estrelas

Astrônomos descobrem sinais de “super-supernovas” que destruíram as primeiras estrelas

Uma pesquisa disponível em pré-impressão no servidor arxiv.org, já aceita para publicação no Astrophysical Journal, relata ter encontrado os traços químicos de uma das primeiras estrelas do cosmos, nascidas quando o universo tinha apenas 100 milhões de anos — que teriam explodido no que os cientistas estão chamando de “super-supernovas”.

Essas estrelas de primeira geração, pertencentes à chamada População III, terminaram suas vidas em explosões de supernovas titânicas que semearam o universo com elementos químicos que as estrelas haviam forjado durante suas vidas. 

Segundo uma variedade de estudos, esse material foi então incorporado na próxima geração de estrelas, planetas e até em nós mesmos, o que indica que compreender como essas primeiras estrelas enriqueceram o universo com elementos pesados é vital para entender sua evolução ao longo de seus 13,7 bilhões de anos de história.

Usando o telescópio Gemini North, no Havaí, para estudar um quasar extremamente distante, os autores do artigo puderam analisar como ele era quando o universo tinha “apenas” 700 milhões de anos de existência e encontraram em seu entorno uma nuvem com uma assinatura química diferente.

Eles puderam elucidar os elementos químicos na nuvem e encontraram uma proporção extraordinariamente alta de ferro para magnésio, 10 vezes maior do que a mesma proporção no Sol. A equipe acredita que isso poderia ser o resultado de uma estrela de primeira geração com uma massa 300 vezes maior que a do astro rei, que explodiu em uma supernova notavelmente poderosa designada supernova de instabilidade dupla.

De acordo com o site Space.com, os astrônomos ainda não testemunharam uma supernova de instabilidade dupla, mas teorizam que essas explosões cavalares ocorrem quando morrem estrelas gigantescas com massas entre 150 e 250 vezes a do Sol.

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