Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de dezembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Astrônomos registram erupção estelar 10 vezes mais poderosa que o Sol

Astrônomos registram erupção estelar 10 vezes mais poderosa que o Sol

Pela primeira vez, nós conseguimos registrar uma erupção estelar vinda de um astro bem mais jovem que o Sol, mas com uma potência 10 vezes maior que a nossa própria estrela. O registro pode nos fornecer uma boa base para sabermos os efeitos de erupções gigantes do tipo na Terra, há milhões ou bilhões de anos.

Uma equipe liderada por Yuta Notsu, da Universidade de Boulder-Colorado, afirma que a erupção veio da estrela conhecida como “EK Draconis”, localizada há aproximadamente 111 anos-luz da Terra.

Segundo Notsu, a EK Draconis “é hoje o que o sol costumava ser há 4,5 bilhões de anos”. Uma anã amarela relativamente jovem, ela não passa de uma idade entre 50 milhões e 125 milhões de anos. Entretanto, sua configuração similar ao Sol faz dela um astro propenso à execução de uma erupção estelar ou ejeções de massas coronais (EMCs).

Observando a estrela durante um período entre janeiro e abril de 2020, os cientistas usaram diversos instrumentos – o satélite TESS da NASA, o telescópio Seimei da Universidade de Quioto e o Observatório Astronômico Nishi-Harima e seu telescópio Nayuta.

Em 5 de abril de 2020, a aposta se concretizou, com o time de astrônomos detectando uma “super erupção” que foi seguida de uma EMC de quase 30 minutos de duração, movendo-se a 1,8 milhões de quilômetros por hora (km/h). Estimativas indicavam que a ejeção era 10 vezes maior do que qualquer evento do tipo realizado pelo nosso Sol.

“Ejeções de massa coronal são o aspecto mais importante quando se considera o efeito de ‘super erupções estelares’ em planetas – especialmente a Terra”, disse Notsu ao Space.com.

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