Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de outubro de 2022 · 2 min de leitura ·

Astrônomos registram Sonda Lucy em sua primeira aproximação da Terra

Astrônomos registram Sonda Lucy em sua primeira aproximação da Terra

No último domingo (16), a Sonda Lucy da NASA, realizou sua primeira assistência gravitacional com a Terra. Como a sonda se aproximou bastante do nosso planeta nesta manobra, sua passagem pode ser registrada a partir da Austrália e da América do Norte.

Um dos registros mais interessantes foi feito por Scoot Tilley, radioamador e rádio-astrônomo amador canadense. Em seu registro, publicado no Twitter, é possível ver a sonda surgindo da sombra da Terra no centro do vídeo. Ao lado dela, e mais brilhante, aparece também um corpo de foguete Atlas 2A Centauro, lançado em 1999. 

#NASA #LUCY emerging from the Earth's shadow. Two interlopers observed and one tracks with Lucy for awhile. pic.twitter.com/yelbn2Xp7i

Já na madrugada desta segunda (17), a sonda também foi registrada pelo astrônomo inglês Nick James. No momento do registro, a Lucy já estava mais distante da Terra, a cerca de 315 mil quilômetros, e por isso, foi registrada apenas como um tênue ponto entre as estrelas. 

Desde seu lançamento há um ano, também em 16 de outubro, a Lucy opera em modo de cruzeiro em uma órbita ao redor do Sol. No modo de cruzeiro, seus instrumentos científicos permanecem desligados, o que garante à Lucy uma autonomia substancial. O objetivo da missão é explorar os asteroides troianos de Júpiter a partir de 2025, mas para isso, é preciso enviar a Lucy para uma órbita 600 milhões de quilômetros distante da órbita terrestre. Isso só é possível graças às assistências gravitacionais, como a realizada no último domingo. 

Em uma assistência gravitacional, a sonda se aproxima de um corpo massivo, como a Terra, e durante as interações gravitacionais entre os dois corpos ocorre uma transferência de energia cinética. No caso da assistência gravitacional da Lucy deste final de semana, a sonda ganhou energia cinética e passará agora para uma órbita mais afastada, com período de 2 anos. 

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