Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de março de 2023 · 2 min de leitura ·

Atlântida? Cidade perdida no oceano pode ser encontrada com nova tecnologia

Atlântida? Cidade perdida no oceano pode ser encontrada com nova tecnologia

O mito de Atlântida surgiu há cerca de 2.500 anos em duas das obras de Platão. Nelas, a cidade perdida teria afundado no mar após perder uma guerra para Atenas. Apesar de que a ideia de que ela realmente tenha existido seja descartada pela ciência, pesquisadores acreditam que seria possível encontrar cidades perdidas submersas através de campos magnéticos.

A ideia foi sugerida pela Escola de Ciências Arqueológicas e Forenses da Universidade de Bradford, no Reino Unido, e não foi exatamente para encontrar Atlântida. Acredita-se que até o final da era glacial, cerca de 8 mil anos atrás, existia um continente que ligava a Grã-Bretanha à Europa Continental, até que um tsunami ou o derretimento das geleiras o colocou debaixo d’água.

A ideia dos pesquisadores é usar a magnetometria para encontrar o continente perdido. A técnica geofísica usa de alterações no campo magnético para investigar a geologia do local, detectar pequenas anomalias nos campos magnéticos já são suficientes para identificar características arqueológicas do local.

Pequenas mudanças no campo magnético podem indicar mudanças na paisagem. Como a área que estamos estudando costumava estar acima do nível do mar, há uma pequena chance de esta análise revelar evidências de atividade de caçadores-coletores. Isso seria o auge.

O continente submerso localizado no Mar do Norte era conhecido como Doggerland e era um dos maiores assentamentos pré-históricos da Europa. A civilização provavelmente era muito rica em recursos naturais e biodiversidade e alguns vestígios que comprovam sua existência já foram encontrados.

Os artefatos foram encontrados ao acaso no Mar do Norte, o que limita muito o que sabemos sobre eles. Os vestígios incluem restos de um mamute, chifres de veado vermelho, armas de caça, ferramentas de pedra e até o crânio de um Neandertal.

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