
O máximo solar já chegou e com ele podemos ter um grande espetáculo de auroras no céu. De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), em coletiva nesta terça-feira (15), é possível que com tempestades solares intensas, auroras boreais ocorram em locais não habituais.
Mas antes que você se anime, isso não significa que o fenômeno será visto no Brasil. Mesmo com a intensidade do Sol, estamos distantes demais dos polos para que as auroras apareceram por aqui (a boreal ocorre próxima ao Polo Norte, enquanto a austral ocorre no Polo Sul).
Mas, alguns locais da Europa (que ficam fora da região normalmente contemplada) e até partes da Argentina podem ver o fenômeno. “Ainda podemos conseguir alguns bons espetáculos nos próximos meses”, disse a cientistas Kelly Korreck, da NASA.
As luzes do norte (aurora boreal) e do sul (aurora austral) ficam geralmente restritas a latitudes muito altas e muito baixas, respectivamente. Partículas de alta energia do Sol fluem em direção à Terra, guiadas pelo campo magnético solar. Elas são transferidas para o campo magnético da Terra em um processo conhecido como reconexão.
“Essas partículas realmente rápidas e quentes então deslizam pelas linhas do campo magnético da Terra – sob a força de um ímã – até atingirem uma partícula atmosférica neutra e fria, como oxigênio, hidrogênio ou nitrogênio. Nesse ponto, parte dessa energia é perdida – e isso aquece o ambiente local”, explica Ian Whittaker, professor sênior de física da Nottingham Trent University, em um artigo publicado no site The Conversation.
Ao serem perturbadas, as partículas atmosféricas liberam parte dessa energia na faixa da luz visível. Agora, dependendo de qual elemento está superaquecido, surge um conjunto diferente de comprimentos de onda – e, portanto, cores – emitidos na faixa de luz visível do espectro eletromagnético.
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