Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de setembro de 2026 · 2 min de leitura ·

Autópsia de 66 milhões de anos mostra como maior T. rex do mundo morreu

Autópsia de 66 milhões de anos mostra como maior T. rex do mundo morreu

Paleontólogos e físicos encontraram pistas sobre a possível causa da morte do maior Tyrannosaurus rex já registrado. Preservado há 66 milhões de anos, o fóssil conhecido como Scotty tinha uma costela fraturada, provavelmente após um confronto com outro dinossauro.

O ferimento acabou revelando um achado ainda mais raro: uma rede de vasos sanguíneos mineralizados preservada no osso. A estrutura foi identificada com técnicas de imagem que permitiram analisar o fóssil sem danificá-lo.

Com cerca de 4 metros de altura até o quadril, mais de 13 metros de comprimento e peso estimado em 8,8 toneladas, Scotty é o maior T. rex conhecido. Como ocorre com muitos fósseis da espécie, não foi possível determinar com segurança se o animal era macho ou fêmea.

O tamanho, no entanto, não é o aspecto mais surpreendente do exemplar. Na costela fraturada, pesquisadores encontraram uma extensa rede de vasos sanguíneos mineralizados. A preservação de tecidos moles por dezenas de milhões de anos é extremamente rara na paleontologia.

A preservação também ajuda a reconstruir o que pode ter acontecido com o animal. Depois que a costela se rompeu, sangue rico em ferro teria coberto a região lesionada. O organismo respondeu formando pequenos vasos sanguíneos para acelerar a cicatrização.

É como ganhar na loteria. A costela de Scotty contém uma vasta rede de vasos sanguíneos mineralizados que nunca havia sido observada em um fóssil.

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