
A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) divulgou uma atualização da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. Este documento rastreia o estado de conservação de mais de 172 mil animais em todo o mundo.
Segundo a entidade, agora são 48.646 espécies ameaçadas de extinção em todo o planeta. Além disso, seis foram declaradas como oficialmente extintas. Entre elas está o maçarico-de-bico-fino (Numenius tenuirostris), uma ave avistada pela última vez em 1995.
Descrito pela primeira vez pelo ornitólogo francês Louis Pierre Vieillot, em 1817, o maçarico-de-bico-fino era uma ave migratória que se distinguia de outras espécies por sua rota atípica e transcontinental. Ela se reproduzia nas estepes do Cazaquistão e no sul da Rússia e então voava para o sudoeste, passando pelo Delta do Danúbio, através dos Bálcãs e do sul de Itália, chegando nos meses de inverno no norte de Marrocos.
Medindo cerca de 40 centímetros e com uma envergadura que podia chegar a quase 90 centímetros, o animal costumava fazer seus ninhos no solo. No entanto, pouco se sabe sobre o comportamento da espécie.
Antes considerado bastante comum na Europa continental, Norte da África e Ásia Ocidental, o maçarico-de-bico-fino foi avistado pela última vez em 25 de fevereiro de 1995, na costa do Marrocos. Um outro avistamento foi relatado em 2001, na Hungria, mas não foi confirmado.
Com a confirmação da extinção pela IUCN, o animal torna-se a primeira ave da Europa continental a desaparecer em 500 anos. Embora não seja possível confirmar o que levou ao fim da espécie, cientistas apontam a caça e a perda de habitat como fatores-chave. Em comunicado, o Acordo para a Conservação das Aves Aquáticas Migratórias Afro-Euroasiáticas (AEWA) lamentou o fato.
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