
A grande polêmica lançada em 2015 ainda não foi resolvida. Afinal, aquele famoso vestido que gerou um rebuliço na internet é azul e preto ou branco e dourado? Quase 10 anos depois, o caso ainda é estudado e o fenômeno está mais relacionado com nossas vivências do que com qualquer outra coisa.
Identificado como “Royal-Blue Lace Detail Bodycon Dress”, o vestido original é azul e preto. Ele foi produzido pela marca inglesa Roman Originals e custava 50 libras, cerca de R$ 300.
A roupa não está mais disponível para compra, mas a empresa mantém em seu site uma página exclusiva para tratar do assunto. “O fenômeno revelou diferenças na percepção humana das cores que têm sido objeto de investigação científica contínua em neurociência e ciência da visão. Fizemos até uma versão #WhiteandGold (branco e dourado) que foi leiloada para caridade”, diz a Roman.
Segundo a empresa, após viralizar, em 48 horas, 3.622.960 pessoas acessaram sua loja on-line para ver o vestido e todas as unidades disponíveis foram vendidas em apenas 34 minutos. A #thedress foi usada em 2.214.343 postagens nas redes sociais.
João Finamor, professor de marketing digital da ESPM e especialista em redes sociais, diz que é natural que de tempos em tempos a discussão volte na internet e que seja estimulada por uma geração mais nova que só ficou sabendo da polêmica agora.
Para o oftalmologista e diretor da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), Flavio Mac, o caso do vestido é complexo porque envolve a percepção de cor pelas pessoas. E essa visão é subjetiva e não objetiva.
Entre para comentar.