Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 29 de dezembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Barcos robóticos fornecem inspeção marinha mais segura em parques eólicos offshore

Barcos robóticos fornecem inspeção marinha mais segura em parques eólicos offshore

Nesta quinta-feira (28), a multinacional sueca de energia Vattenfall anunciou que realizou com sucesso pesquisas em larga escala no fundo do mar usando barcos robóticos não tripulados em vários de seus parques eólicos offshore na Dinamarca, Suécia e Reino Unido.

A energia eólica offshore é a fonte de energia limpa e renovável que se obtém aproveitando a força do vento que sopra em alto-mar, onde ele alcança uma velocidade maior e mais constante devido à inexistência de barreiras.

Segundo a Vattenfall, os operadores de parques eólicos offshore precisam inspecionar periodicamente o fundo do mar ao redor das fundações das turbinas e das proteções das pernas da subestação para monitorar as mudanças na profundidade do enterro do cabo e no desenvolvimento da escavação, que é definida como a “remoção de sedimentos, como lodo e areia, que pode resultar na formação de buracos de limpeza e comprometer a integridade da estrutura”.

Ainda de acordo com a empresa, o monitoramento do fundo do mar também é necessário para o reparo e a manutenção realizados por embarcações elevatórias, pois suas pernas precisam de estabilidade para garantir a elevação segura para fora da água.

“Quando lançamos a chamada para selecionar um empreiteiro para os levantamentos dos fundos marinhos nos nossos parques eólicos dinamarqueses, recebemos uma proposta interessante utilizando navios não tripulados”, explicou Rasmus Juncher, geofísico líder sênior da Vattenfall, em um comunicado. “Tendo observado sua implantação em testes de pequena escala em outros lugares, estávamos curiosos para entender o quão bem-sucedida seria sua implantação em uma escala maior”.

Segundo Juncher, essa tecnologia consome muito menos combustível do que uma embarcação de pesquisa tradicional e, “como a embarcação é controlada a partir de um centro de operações em terra, em vez de ter uma tripulação a bordo, o pessoal não está exposto aos mesmos desafios que o trabalho offshore, melhorando assim a segurança e o bem-estar”.

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