
Todos os dias, cerca de 48,5 toneladas de rochas espaciais caem em direção à Terra. A maioria dos meteoritos que atinge os oceanos jamais é recuperada, mas aqueles que caem em terra firme podem gerar intensos debates sobre sua posse legal.
A busca por meteoritos tornou-se negócio lucrativo em todo o mundo, com fragmentos de rochas extraterrestres sendo vendidos online e exportados para diferentes países. Embora essas rochas possam revelar segredos do Universo, cada vez mais descobertas científicas significativas estão sendo perdidas para colecionadores privados.
Já o meteorito de Takapō passou boa parte de 2024 sendo analisado por geólogos da Universidade de Otago (Nova Zelândia), mas a questão sobre sua posse legal continua em aberto, já que foi encontrado em terras públicas.
Apesar de sua origem interplanetária, a propriedade de meteoritos é definida pela legislação do país onde são encontrados. As regras variam globalmente: alguns países permitem a posse privada, enquanto outros exigem que meteoritos sejam propriedade do Estado, sem compensação para o descobridor.
Na Nova Zelândia — assim como no Canadá, França, Estados Unidos e Reino Unido — a posse é determinada pelo local da queda. Se um meteorito atinge uma propriedade privada, seu dono passa a ser o proprietário legal da rocha espacial.
Já no caso de achados em terras públicas, como ocorreu com o meteorito de Takapō, prevalece a regra do “achado não é roubado“, garantindo a posse ao descobridor. Dessa forma, o Fireballs Aotearoa, graças a Jack Weterings, tornou-se o proprietário legítimo do meteorito.
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