Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de abril de 2024 · 2 min de leitura ·

Batimentos cardíacos podem revelar predisposição ao crime, sugere estudo

Batimentos cardíacos podem revelar predisposição ao crime, sugere estudo

Homens com baixa frequência cardíaca têm mais chances de cometer crimes, segundo um estudo de 2015. Agora, uma nova pesquisa mostra que o mesmo acontece com mulheres. Elas têm maior probabilidade de serem condenadas por crimes não violentos.

A relação entre os batimentos do coração e a propensão das pessoas ao crime foi estabelecida por pesquisadores dos Estados Unidos, Suécia e Finlândia. O artigo com detalhes foi publicado no PLOS ONE.

Embora a frequência cardíaca baixa não signifique que alguém irá se tornar um criminoso, há uma associação entre menor atividade do sistema nervoso autônomo (que regula funções automáticas, como a frequência cardíaca) e uma maior propensão a buscar excitação e correr riscos diante da constante “calma” do coração.

Essa menor excitação que leva a comportamentos de risco é conhecida em homens, mas aparentemente não se limita a eles. As novas descobertas indicam que o cenário se repete em mulheres, ou seja, não se restringe ao gênero.

Estudos anteriores também mostraram que uma frequência cardíaca baixa está ligada a gostar de esportes radicais ou a trabalhos perigosos, como desarmar bombas.

Como a análise foi feita com dados de recrutas militares, os resultados da pesquisa podem não se aplicar a todas as mulheres. Uma comparação feita com informações de 1.714.152 não recrutadas mostra que as militares sofrem mais acidentes, no entanto, cometem menos crimes.

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