
Uma missão internacional que busca mapear o fundo do mar resultou na localização de diversas novas espécies. Durante o trabalho, pesquisadores usaram um veículo subaquático operado remotamente (ROV).
Um dos ecossistemas encontrados foi classificado como um “jardim de corais intocado”. Ele conta com uma área de 800 m², o equivalente a três quadras de tênis, e é habitado por uma variedade de criaturas, incluindo peixes, estrelas-do-mar e caranguejos.
Segundo os biólogos, todas as espécies encontradas ali são bastante diferentes do que é visto normalmente na superfície. Isso acontece porque elas se desenvolveram para viver em águas profundas e com maior pressão.
A identificação de um espécime do “bicho espaguete” foi um dos achados de maior destaque. Esta criatura é um tipo de sifonóforo (invertebrados que lembram vagamente águas-vivas) e se parece com um amontoado de fios (ou espaguetes) brancos. O comportamento dele ainda é pouco conhecido.
Outra descoberta importante foi a de uma lula do gênero Promachoteuthis. A maioria dos espécimes deste grupo são bastante antigos, alguns do final dos anos 1800, e esta é a primeira vez que um exemplar foi avistado vivo em seu habitat natural.
Antes da série de expedições organizadas pelo grupo, a região específica do Oceano Pacífico era conhecida por abrigar 1.019 espécies. Agora, o número total já chega a 1,3 mil e continua a crescer. O objetivo dos trabalhos é ajudar a construir políticas públicas futuras para conservar estes ambientes tão ricos.
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