
Arqueólogos descobriram bonecos raros de 2.400 anos em El Salvador. Evidências mostram que eles podem ter servido para rituais e faziam parte da cultura dos povos da América Central, funcionando como prova do contato dos indígenas salvadorenhos com as populações vizinhas.
No estudo, publicado na revista Antiquity, os pesquisadores analisam cinco figuras de cerâmica, sendo quatro similares a mulheres e uma com aparência masculina. Elas estavam no topo de uma pirâmide.
Uma hipótese inicial foi de que os artefatos seriam parte de uma oferenda funerária. Porém, a equipe não encontrou restos mortais humanos no local, o que afastou essa ideia. A localização no topo da estrutura sugere que os objetos funcionavam para rituais públicos, segundo a equipe.
“Uma das características mais marcantes dos bonecos é a sua expressão facial dramática, que muda dependendo do ângulo de onde os olhamos”, disse o principal autor do estudo, Jan Szymański, arqueólogo da Universidade de Varsóvia, na Polônia.
Ao nível dos olhos, os bonecos parecem zangados; de cima, aparentam estar sorrindo; de baixo, parecem assustados. Essa diversidade de expressões faciais denota a complexidade dos artefatos.
Três têm cerca de 30 centímetros, enquanto os outros medem 18cm e 10cm. As três estatuetas maiores são retratadas nuas e não têm cabelo ou joias, mas as duas menores são feitas com mechas de cabelo na testa e alargadores de orelha nos lóbulos, segundo descrevem os pesquisadores.
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