Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 20 de janeiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Brasil está na corrida pela tecnologia que irá revolucionar a energia solar

Brasil está na corrida pela tecnologia que irá revolucionar a energia solar

A busca por formas de produzir energia limpa de forma mais eficiente e barata tem envolvido pesquisadores e empresas de todo o mundo, e o Brasil está entre eles. Uma estrutura cristalina a base de diferentes elementos têm se sobressaído como um semicondutor, podendo ser utilizada para revolucionar a energia solar e os painéis fotovoltaicos.

A estrutura é conhecida como perovskita, sendo composta por brometo de chumbo, iodeto de chumbo e brometo de césio e possuindo alta capacidade de transformar a energia solar vinda dos fótons em eletricidade. Os estudos sobre suas propriedades começaram há mais de 14 anos, em uma pesquisa publicada na revista Journal of the American Chemical Society em 2009.

Desde lá, as investigações sobre esse material avançaram, acarretando uma corrida entre pesquisadores e empresas para o desenvolvimento de uma perovskita que tivesse uso comercial, ou seja, que pudesse ser produzida em grande escala sem um alto custo, e que ainda fosse eficiente. 

Nesses menos de 15 anos, os cientistas fizeram que a perovskita passasse de uma eficiência de conversão de 3,8% para 26,1%. Em comparação, os painéis atualmente produzidos a base de silício, utilizados comercialmente, possuem uma taxa de conversão de 15 a 20%. Outra vantagem da perovskita, é que ela permite que as células solares sejam flexíveis, leves e transparentes.

Uma tecnologia mais recente tem misturado essas duas técnicas, sobrepondo uma célula solar perovskita a uma de silício. Ela é chamada de célula tandem e já registrou uma taxa de eficiência de 33,7%. Empresas chinesas, europeias e norte-americanas estão à frente nas pesquisas para a utilização da perovskita e o objetivo é que a produção em escala comece nos próximos meses.

No Brasil, as pesquisas acerca do uso da perovskita são conduzidas pela Oninn, em parceria com pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e do Centro de Inovação em Novas Energias (Cine). 

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