Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de abril de 2025 · 2 min de leitura ·

Brasil pode suportar demanda energética da IA? Especialista da Amazon explica

Brasil pode suportar demanda energética da IA? Especialista da Amazon explica

A Agência Internacional de Energia estima que, nos próximos dois anos, os data centers deverão consumir entre 620 e 1.050 terawatts-hora (TWh) de energia globalmente. Esse número é consequência do aumento expressivo do uso da inteligência artificial. Como forma de atrair investimentos e financiar a transição energética, o governo discute o marco legal dos data centers no Brasil. Mas o país está preparado para uma demanda cada vez maior por energia “verde” nesse setor?

O Olhar Digital conversou com Fernanda Spinardi, líder de gerenciamento de soluções para clientes da AWS no Brasil. A especialista comentou sobre os investimentos da Amazon em data centers “verdes” e como a empresa entende a nova política do setor.

Quase 45% de toda a matriz energética brasileira vem de fontes renováveis, se levarmos em conta apenas energia elétrica, isso chega a cerca de 84%, segundo dados da ANEEL. Nesse sentido, Fernanda considera que o Brasil pode se tornar referência no setor de data centers “verdes”. “Temos um potencial enorme de se tornar esse polo de processamento”, disse na entrevista. 

A IDC estima que o consumo global de eletricidade de data center vai mais que dobrar entre 2023 e 2028. Segundo a especialista, isso gera oportunidades. “Países como o Brasil, onde a gente tem essa matriz enérgica, passam a ser um ponto focal importante”, destacou.

Um dos pontos esperados para o novo marco dos data centers, é a exigência de que eles sejam “verdes”, ou seja, que tenham um impacto ambiental reduzido. Segundo Fernanda, a Amazon já atingiu esse objetivo em julho de 2024, quando conseguiu equiparar 100% da utilização de energia com contratos de geração de energia renovável.

Para isso a empresa conta com iniciativas no Brasil, como um parque solar de 122MW, com investimento de R$ 2 milhões em programas de proteção ambiental durante as fases de construção. Além de um parque eólico de 49,5MW, localizado dentro do Complexo Eólico Seridó, no interior do Rio Grande do Norte.

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