
Os efeitos a longo prazo da erupção do vulcão submarino de Hunga Tonga, em janeiro do ano passado, ainda estão sendo medidos, mas as consequências podem ser severas, incluindo danos na camada de ozônio.
De acordo com dados coletados por satélites da NASA, a erupção passiva foi detectada por sensores de todo o mundo e aumentou a quantidade de água na estratosfera em 10%. É justamente nessa camada que está o ozônio, responsável por proteger o planeta dos raios ultravioletas.
Com a água emitida pelo vulcão, a estratosfera pode sofrer um resfriamento, causando danos em sua capacidade de proteção, já que temperaturas mais baixas afetam o ozônio, podendo degradar sua capacidade de proteção.
Durante a medição, os cientistas monitoraram um aumento da formação de nuvens estratosféricas polares. Esse tipo de fenômeno causa camadas finas e estranhas de nuvens acima da Terra. Isso ocorre durante o inverno, quando a estratosfera fica mais fria e o ambiente fica propício para substâncias à base de cloro que enfraquecem o ozônio.
Desde o fim da década de 1980, essas substâncias foram proibidas. No entanto, continuam presentes na atmosfera. “Durante a noite polar, há pré-processamento dos compostos clorados acontecendo nas nuvens estratosféricas polares”, disse Vincent Henri Peuch, chefe do Serviço Europeu de Monitoramento da Atmosfera Copernicus, ao Space.com.
“Isso funciona durante todo o inverno antártico em julho e agosto, e quando a luz retorna nas regiões polares em setembro, todo esse pré-processamento se transforma na destruição do ozônio que vemos como o buraco do ozônio”, completou.
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