Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de outubro de 2022 · 2 min de leitura ·

Buraco na camada de ozônio está crescendo; saiba o tamanho

Buraco na camada de ozônio está crescendo; saiba o tamanho

Aparentemente, o buraco na camada de ozônio se tornou um problema menos urgente nesses últimos anos, mesmo em seu terceiro ano consecutivo de crescimento sobre a Antártida. Os cientistas alegam que, apesar desse aumento de diâmetro – aproximadamente 26,4 milhões de quilômetros quadrados -, o buraco ainda está em uma tendência de queda no geral.

O cientista-chefe do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, Paul Newman, declarou à Associated Press, que “todos os dados dizem que [a camada de] ozônio está se consertando”. De acordo com informações da agência, o buraco na camada de ozônio foi observado pela primeira vez no início da década de 1980 e atingiu sua maior extensão em 2006.

O ozônio, principal elemento da camada que circunda a Terra, é composto por três átomos de oxigênio e se forma na estratosfera. Quando a incidência de raios ultravioleta (UV) divide moléculas de oxigênio (O₂), cada átomo de oxigênio instável e livre (O), na atmosfera, vai em busca de estabilidade, por isso ocorre uma ligação covalente dativa entre esse átomo e uma molécula de oxigênio (O₂), formando o ozônio (O₃).

A camada de ozônio é muito importante para a manutenção das condições de habitabilidade do planeta, já que ela atua de forma semelhante a uma manta que se estende por todo o globo e absorve radiação ultravioleta (UV) oriunda do Sol. Com o aumento das atividades industriais humanas, que emitem substâncias como clorofluorcarbonetos (CFC), utilizados na refrigeração e em ar-condicionados, a estrutura da camada de ozônio foi sendo desestabilizada.

Os cientistas descobriram o buraco sobre a Antártida no início da década de 1980. E por mais que a camada seja criada e destruída naturalmente, a presença desses poluentes acentua a sua destruição e não oferece tempo hábil para que ela se recomponha. Na estratosfera, moléculas de cloro reagem com ozônio para criar uma molécula de monóxido de cloro (composta por um átomo de cloro e um átomo de oxigênio) e uma molécula de O₂. Em seguida, a molécula de monóxido de cloro se quebra, liberando aquele átomo de cloro para reagir com mais ozônio.

Segundo a Agência de Proteção Ambiental, um átomo de cloro pode destruir 100.000 moléculas de ozônio antes que essa molécula de cloro seja removida da atmosfera. Essas substâncias nocivas podem ficar na atmosfera por muito tempo, algumas chegam a ficar por mais de seis meses.

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