
Todas as sextas-feiras, ao vivo, a partir das 21h (pelo horário de Brasília), vai ao ar o Programa Olhar Espacial, no canal do Olhar Digital no YouTube. O episódio da última sexta-feira (8) (que você confere aqui) repercutiu o inédito grande feito da astronomia: a confirmação do buraco negro mais antigo já encontrado no Universo.
Em entrevista, o divulgador científico Ary Martins comentou a descoberta e suas implicações para o estudo do cosmos. Martins Se descreve como “astrônomo e cosmólogo autodidata, professor de guitarra/violão, divulgador científico e filósofo”.
Os cientistas utilizaram o Telescópio Espacial James Webb (JWST) para confirmar a existência do buraco negro no centro da galáxia CAPERS-LRD-z9. Com idade estimada em 13,3 bilhões de anos, esse astro se formou após os primeiros 500 milhões de anos do cosmos. A pesquisa foi publicada na revista científica The Astrophysical Journal na última semana.
“Essa descoberta é bacana porque uma das razões de termos construído um telescópio seis vezes mais potente que o Hubble, o James Webb, é para nos colocar de frente para novos desafios”, comentou Martins.
Os pesquisadores usaram espectroscopia: uma técnica em que dividem a luz em diferentes comprimentos de onda para compreender as propriedades do objeto de estudo. Com isso, a equipe descobriu que CAPERS-LRD-z9 pertence ao grupo das Little Red Dots (LRD), “Pequenos Pontos Vermelhos”, em tradução livre, uma classe ainda pouco conhecida de astros.
As LRDs são galáxias extremamente distantes, de cor avermelhada e brilho incomum, vistas apenas no primeiro 1,5 bilhão de anos do Universo. Pesquisadores acreditam que os buracos negros em seu centro tenham uma nuvem de gás girando em alta velocidade, o que as faz emitir uma luz intensa devido à agitação e aquecimento das partículas.
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