
Normalmente, vemos dois tipos de buracos negros: os supermassivos — que possuem milhões ou bilhões de vezes a massa do Sol — e os estelares — com tamanho de algumas vezes a algumas centenas de vezes a massa do Sol.
Mas existe uma terceira categoria, intermediária, chamada de buracos negros de massa intermediária (IMBHs, na sigla em inglês) que pesam de 100 a mais de algumas centenas de milhares de vezes a massa do nosso Sol. Somente alguns deles são conhecidos — e vamos falar de um deles agora.
“Fontes de raios-x com luminosidade tão extrema são raras fora dos núcleos de galáxias e podem servir como uma sonda chave para identificar IMBHs indescritíveis. Eles representam um elo perdido crucial na evolução do buraco negro entre massa estelar e buracos negros supermassivos”, disse o autor principal do estudo, Yi-Chi Chang, da Universidade Nacional Tsing Hua, Hsinchu (Taiwan), em comunicado.
Dados obtidos pelo Telescópio Espacial Hubble mostram que o NGC 6099 HLX-1 está cercado por um aglomerado de estrelas, o que lhe dá várias possibilidades de engolir estrelas.
Como dissemos, seu pico foi em 2012, mas começou a diminuir até as últimas observações, realizadas em 2023. Contudo, as visualizações óticas e de raios-x não se sobrepõem exatamente.
A interceptação da estrela pode ter criado um disco de plasma de luminosidade variável, ou, ainda, o disco pode piscar, pois o buraco negro IMBH come parte do gás com o passar do tempo, frisa o IFLScience.
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