
Um grupo de pesquisadores encontrou um buraco negro, anteriormente silencioso, soluçando em uma galáxia distante. As observações acabaram revelando um novo tipo de sistema binário desses objetos supermassivos.
Era dezembro de 2020, quando um buraco negro supermassivo foi descoberto a cerca de 800 milhões de anos-luz de distância da Terra a partir de dados coletados pelo ASAS-SN (All Sky Automated Survey for SuperNovae), uma rede de 20 telescópios robóticos que vasculham o céu diariamente em busca de sinais de supernovas e outros fenômenos transitórios.
Até que a descoberta fosse realizada por uma equipe liderada por Dheeraj “DJ” Pasham, essa parte do céu era calma e silenciosa, então quando o buraco negro apareceu, os pesquisadores resolveram então usar o NICER (the Neutron star Interior Composition Explorer) da NASA para investigar a explosão. Instalado na Estação Espacial Internacional, o telescópio de raios-x detectou um surto de radiação que durou cerca de 4 meses e que apresentava quedas periódicas a cada 8,5 dias.
Os astrônomos perceberam que esse sinal era semelhante a quando um exoplaneta passava em frente a uma estrela, causando uma queda de luminosidade. No entanto, nenhuma estrela conseguiria causar o mesmo efeito em um buraco negro supermassivo. Essa revelação deixou tudo muito estranho.
Enquanto buscava uma solução, Pasham e sua equipe encontraram um estudo de físicos teóricos da República Tcheca que apontava que um buraco negro supermassivo poderia abriga um segundo buraco negro muito menor em seu disco de acreção.
Na teoria, foi apontado, que esse segundo objeto perfuraria periodicamente o disco de acreção do primeiro enquanto ele o orbita. Assim, dependo do ângulo que esse buraco negro menor orbitasse o outro, o que os observatórios da Terra veriam seria semelhante a um planeta passando em frente de uma estrela.
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