
Acredita-se que logo após o Big Bang, uma pequena fração de segundo depois, buracos negros primordiais se formaram. Agora, uma dupla de pesquisadores sugeriu que além deles, buracos negros ainda menores, com a “massa de um rinoceronte”, também se formaram nesses momentos iniciais do Universo, mas, provavelmente, eles já evaporaram completamente.
Esses objetos, chamados de buracos negros supercarregados de cores, foram propostos em um estudo publicado recentemente na revista Physical Review Letters e conduzido por David Kaiser, professor de física do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e Elba Alonso-Monsalve, pós-graduanda do MIT. Eles pontuam, que mesmo que esses objetos não existam mais, eles podem ter deixado marcas que podem ser detectadas ainda hoje.
Os buracos negros mais conhecidos do Universo são os supermassivos, localizados no centro de galáxias e formados a partir da colisão de outros desses objetos, e os de massa estelar, originados a partir do colapso de estrelas. Esses dois tipos de objetos são classificados como buracos negros astrofísicos, mas eles não são os únicos.
Há algum tempo, cientistas trabalham com a ideia de que nos primeiros milissegundos após o Big Bang, buracos negros não astrofísicos com a massa entre a da Terra e a de um grande asteroide se formaram a partir do colapso de manchas de matéria. Tendo surgido antes mesmo das primeiras estrelas ou átomos, mas provavelmente deixaram de existir tão rápido quanto.
Eles eram minúsculos, tendo não mais que o tamanho de uma moeda, e por causa disso vazaram completamente devido à radiação de Hawking.
No estudo, os pesquisadores primeiro investigaram outros artigos existentes sobre os buracos negros primordiais e como suas massas eram distribuídas pelo Universo. Assim, eles trabalharam com a ideia de que esses objetos se formaram em um quintilionésimo de segundo após o Big Bang, com massas “tipicas” da categoria e ainda menos massivos, sendo menores que um único próton.
Entre para comentar.